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Sessão Nostalgia #1 F- Zero (SNES)

terça-feira, 30 de outubro de 2012



Para inaugurar o blog de verdade, resolvi escrever sobre um jogo que fez parte da minha infância e me fez passar inúmeras horas sentado em frente a minha velha TV de 14'' do meu quarto esmagando os botões do controle do meu velho Super Nintendo. Sim F-Zero, estou falando de você. Este foi um jogo importante pra mim simplesmente pelo fato dele ter sido um dos primeiros cartuchos que ganhei, fora o incrível Super Mario World, que veio com o console, e o divertido Super Mario Kart, que ganhei por passar de ano (sim, eu fui inteligente um dia).

 O jogo pode ser definido como “um jogo de corrida futurista”, pois é exatamente isso que ele é. A começar pelos veículos que são uma espécie de nave espacial que alcançam, facilmente, os 500 km/h. Os circuitos eram uma forma de plataforma suspensa repletas de armadilhas, como minas terrestres e campos magnéticos. Falando nos veículos, existiam quatro para serem escolhidos, a Blue Falcon, a Golden Fox, a Wild Goose e, por fim, a Fire Stingray, e cada um possuía uma característica diferente.


Na ordem: Blue Falcon, Golden Fox, Wild Goose e Fire Stingray

A Blue Falcon era mais indicada para os iniciantes, por ser mais equilibrada e possuir uma resistência média aos impactos. A Golden Fox, por sua vez, possuía uma ótima aceleração, mas em compensação a sua velocidade final e sua resistência eram baixas. A Wild Goose era a que possuía a maior resistência aos impactos e uma velocidade final superior às duas naves citadas anteriormente, este veículo era mais indicado para aqueles que “partiam para cima” dos outros competidores. A Fire Stingray era a que possuía a maior velocidade final, porém a sua aceleração era muito lenta, era muito boa para quem já possuía uma certa noção do jogo.

Os circuitos eram um show a parte, no jogo existia um total de 15 pistas divididas em três grande prêmios. Cada um tinha sua própria característica e desafios e eram muito bem desenhadas – um circuito era em meio a uma planície, outro no meio do deserto, outro em uma metrópole e por aí vai.

A trilha sonora do jogo era algo que, na época, beirava o perfeito, casando perfeitamente com o ambiente do jogo. Os sons das colisões e dos motores das naves eram perfeitos, incríveis para dizer a verdade, realmente a Nintendo fez um ótimo trabalho.




Os gráficos não faziam feio e chamavam a atenção de qualquer um. Isto se deve ao fato do jogo reproduzir uma espécie de “falso-3D” que simulava a rotação do veículo e do circuito dando uma boa noção de profundidade. Esta técnica, conhecida como Mode 7, fazia com que o processador do SNES conseguisse fazer as texturas rotacionarem e simular efeitos de 3D com texturas de 2D. Esta mesma técnica foi utilizada depois em Super Mario Kart (e eu sempre achei que F-Zero tinha imitado o jogo de corrida do Mario ¬¬'') e Pilotwings. A jogabilidade segue o “padrão Nintendo de qualidade”, ou seja, simples e funcional, com algum tempo de prática já era possível se dar bem em algumas pistas nas dificuldades mais baixas.
O jogo vinha com um encarte que ajudava a localizar o jogador dentro do ambiente de F-Zero, vinha até com uma pequena história em quadrinhos totalmente em português (para minha alegria na época \o/). Por esses motivos, F-Zero nunca sairá de minha memória e sempre terá um lugar na minha prateleira de grandes jogos e seria um que eu levaria para a tal ilha deserta.


Abraço e até a próxima!

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