Para
inaugurar o blog de verdade, resolvi escrever sobre um jogo que fez
parte da minha infância e me fez passar inúmeras horas sentado em
frente a minha velha TV de 14'' do meu quarto esmagando os botões do
controle do meu velho Super Nintendo. Sim F-Zero, estou falando de
você. Este foi um jogo importante pra mim simplesmente pelo fato
dele ter sido um dos primeiros cartuchos que ganhei, fora o incrível
Super Mario World, que veio com o console, e o divertido Super Mario
Kart, que ganhei por passar de ano (sim, eu fui inteligente um dia).
O
jogo pode ser definido como “um jogo de corrida futurista”, pois
é exatamente isso que ele é. A começar pelos veículos que são
uma espécie de nave espacial que alcançam, facilmente, os 500 km/h.
Os circuitos eram uma forma de plataforma suspensa repletas de
armadilhas, como minas terrestres e campos magnéticos. Falando nos
veículos, existiam quatro para serem escolhidos, a Blue Falcon, a
Golden Fox, a Wild Goose e, por fim, a Fire Stingray, e cada um
possuía uma característica diferente.
Na
ordem: Blue Falcon, Golden Fox, Wild Goose e Fire Stingray
A
Blue Falcon era mais indicada para os iniciantes, por ser mais
equilibrada e possuir uma resistência média aos impactos. A Golden
Fox, por sua vez, possuía uma ótima aceleração, mas em
compensação a sua velocidade final e sua resistência eram baixas.
A Wild Goose era a que possuía a maior resistência aos impactos e
uma velocidade final superior às duas naves citadas anteriormente,
este veículo era mais indicado para aqueles que “partiam para
cima” dos outros competidores. A Fire Stingray era a que possuía a
maior velocidade final, porém a sua aceleração era muito lenta,
era muito boa para quem já possuía uma certa noção do jogo.
Os
circuitos eram um show a parte, no jogo existia um total de 15 pistas
divididas em três grande prêmios. Cada um tinha sua própria
característica e desafios e eram muito bem desenhadas – um
circuito era em meio a uma planície, outro no meio do deserto, outro
em uma metrópole e por aí vai.
A
trilha sonora do jogo era algo que, na época, beirava o perfeito,
casando perfeitamente com o ambiente do jogo. Os sons das colisões e
dos motores das naves eram perfeitos, incríveis para dizer a
verdade, realmente a Nintendo fez um ótimo trabalho.
Os
gráficos não faziam feio e chamavam a atenção de qualquer um. Isto se
deve ao fato do jogo reproduzir uma espécie de “falso-3D” que
simulava a rotação do veículo e do circuito dando uma boa noção
de profundidade. Esta técnica, conhecida como Mode 7, fazia com que
o processador do SNES conseguisse fazer as texturas rotacionarem e
simular efeitos de 3D com texturas de 2D. Esta mesma técnica foi
utilizada depois em Super Mario Kart (e eu sempre achei que F-Zero
tinha imitado o jogo de corrida do Mario ¬¬'') e Pilotwings. A
jogabilidade segue o “padrão Nintendo de qualidade”, ou seja,
simples e funcional, com algum tempo de prática já era possível se
dar bem em algumas pistas nas dificuldades mais baixas.
O
jogo vinha com um encarte que ajudava a localizar o jogador dentro do
ambiente de F-Zero, vinha até com uma pequena história em
quadrinhos totalmente em português (para minha alegria na época
\o/). Por esses motivos, F-Zero nunca sairá de minha memória e
sempre terá um lugar na minha prateleira de grandes jogos e seria um
que eu levaria para a tal ilha deserta.
Abraço
e até a próxima!












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